sexta-feira, 4 de abril de 2008

Abner e Katy


(diz uma menina que
abraça o violão
quando tem
saudade)

Era mais meu amigo do que instrumento. De vez em quando, eu o usava para sustentar o vazio, mas na maioria das vezes ele sustentava sinfonias. Guardava no calor todos os sons entendíveis apenas por um violão. E no sorriso, o arranjo perfeito entre as minhas mãos.
Era homem.
Tinha o corpo calejado, cheio de defeitos e a história pelo meio. Carregava no peito uma partitura. Não sabia se em sol ou dó.

Avistei cantarolando em meu caderno um piano rubro.
Delimitava em fá's mi-lá-si-ando.

(aaai, eu vou terminar, juro.)

4 comentários:

Rafael disse...

O físico do violão, sua forma, seu entalhe são, por vezes, admirados e comparados aos das pessoas, como se pudessem ser, então, humanos e acabar assim ocupando aquele lugar vago.
A solidão prega mesmo muitas peças! O violão é tão humano quanto você ou eu. Mas não em forma!, espaço, ou qualquer coisa do tipo. O violão é humano em sonoridade, assim como nós, essencialmente, temos a alma feita de música. Musicalidade embebida em cores. Cores frias, cores quentes, tons pastéis ou tons cinzas. Tons afinados ou díssonos. Mas tons. Claves. Graduações. Camadas. Como cebolas!
Bom, passei aqui só pra dizer que gostei da pintura. Você tem cores bonitas.

Rafael disse...

acho que ficaria interessante ali reescrever para:
Camadas. Como ceboulas!

Lia. disse...

Jéh...
Beijos ^^

Sobre os textos, sem comentários. Adoro o que você escreve e ponto final. Não creio que haja mais nada que possa dizer, pelo menos não algo que esteja à altura do que você merece =X

=DDDDD

;*
e muitas acerolas ^^

Jéh.*~ disse...

ôo lianóides!
num me vem com esse mané altura, não... eu nem gosto muito dela! por aqui a gente se joga numa erosão. (:
seus comentários e passeios por aqui são e serão sempre s.h.u.m.p.m.b.(até hoje acho que só a gente fala isso direito) bem-vindos.